quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Segunda Leitura - A Interpretacao dos sonhos

No dia 24 de outubro compareceram: Jane, Paulinho e Luciana.
O trecho lido foi da página 18 até a 26.

.resumo.

A. SONHOS x VIDA DE VIGÍLIA

Segundo o fisiólogo Burdach, os sonhos tem como objetivo libertar-nos da realidade.
Por mais que algo esteja presente na nossa vida de vigília/desperta/consciente, o sonho entra em sintonia com nosso estado de espírito e representa a realidade em símbolos.
Haffner, por outro lado, afirma que os sonhos sao a continuacao da nossa vida desperta e recente.
Maury conlcui que os sonhos sao realizacoes de desejos ou de representacoes do que sentimos, dizemos ou vimos quando estávamos despertos.
Jessen aponta para diferente tipos de sonhadores de acordo com o gênero, idade, padrao de educacao, estilo de vida e experiências de toda a sua vida.
Maass acredita que nossos sonhos sao relacionados com nossas paixoes (entenda-se PULSOES).

Aqui entra um comentário com a pergunta: É o sonho que interrompe a vida real ou é a
vida real que interrompe uma cadeia contínua de sonhos?

Hildebrandt caracteriza os sonhos por três contrastes:
1. Completude com que os sonhos sao isolados e saparados da vida real e atual.
2. Constante interpretacao
3. Dependência mútua


B. MATERIAL DOS SONHOS - MEMÓRIA NOS SONHOS

Todo material que compoe o conteúdo de um sonho é derivado da experiência.
Muitas vezes sonhamos com algo que nao reconhecemos como familiar no estado consciente. No entanto aquilo já foi visto, escutado ou sentido anteriormente. Ao vermos um lugar ou uma cena, nossa mente seleciona e recorta pedacos que nos chamam atencao, o que nao quer dizer que o que nao foi recortado nao será guardado na memória. O material desnecessário ou irrelevante fica guardado no arquivo empoeirado e distante de coisas nao importantes/desinteressantes. O sonho revira esse arquivo de coisas desinteressantes e utiliza essas memórias para chamar nossa atencao como se fosse algo "novo". Daí vem a sensacao de ter tido um sonho "muito louco". Assim como muitas vezes sonhamos conversando em um idioma que nao temos domínio na vida real como latim, por ex. No sonho entendemos tudo o que se diz e temos certeza
que é latim. É como se soubéssemos aquilo, mas como nao utilizamos, a consciência nos faz crer que nao lembramos disso para ficarmos concentrados em coisas de extrema utilidade, como o português, no nosso caso.

Um material muito utilizado nos sonhos sao memórias da infância, com frequência ainda maior até os nossos 5 anos de idade, considerada a primeira infância.

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Os comentários durante a segunda reuniao foram:

1. O que é pulsao? (peco a ajuda dos psicólogos!rs) para exemplificar melhor.

2. A questao de sonâmbulos, pessoas que falam e caminham durante o sonho. Creio que Freud abordará isso durante o livro.

3. O sonho nao é levado tao a sério da sociedade contemporânea, sociedade essa que valoriza a técnica para o trabalho gerador de renda. Daí surge a pergunta: para que serve o sonho? De me serve a arte? A resposta esperada é sempre envolvendo uma MOEDA de valor. Sociedade que valoriza o TER ao invés do SER. (grifos meus) As criancas de hoje nao brincam a quantidade de tempo necessária para estimular o desenvolvimento motor e mental, assim como também brincam isoladas eliminando a oportunidade de treinar habilidades sociais.

4. A intuicao também perde espaco na atualidade. Como a intuicao nao tem explicacao lógica, nao tem valor. A Intuicao é constuída por experiências anteriores e geralmente é tomada pelo nosso inconsciente. Sentimos ter tomado a decisao certa mesmo que a lógica diga o contrário. Tentar entender como funciona o consciente/insconsciente talvez ajude-nos a sermos mais ágeis na solucao de problemas.

5. Existem correntes que acreditam que o espírito se desprende do corpo quando dormimos. Viagem astral?

6. A funcao do sono é sintetizar todos os nutrientes adquiridos durante o dia, assim como selecionar a memória e fixar o que aprendemos naquele dia. Todo o trabalho muscular feito no dia é gerenciado durante o sono. É importantíssimo dormir quando fazemos esportes ou dieta, o resultado acontece quando estamos inconscientes.

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Mesmo a próxima reuniao estar dentro do feriado de Finados, ela acontecerá. Se ninguém puder vir, ok. Se aparecer um, leremos, discutiremos e publicarei o resumo da mesma forma.

Boa Semana!

sábado, 16 de outubro de 2010

Primeira Leitura - A interpretacao dos sonhos

Olá, pessoal.
Hoje pela manha nos reunimos na casa do Tatá. Compareceram Luisa, Rafael e eu. O Rafa, que estuda psico, esclareceu dúvidas básicas antes mesmo da leitura do texto.

A leitura comecou na página 13 (prefácio) e foi até a página 18 (cap.I), segundo parágrafo.

A primeira dúvida foi o que significavam ID - EGO - SUPEREGO. Essa nomenclatura é antiga e atualmente se diz:

Isso (antigo ID)
Tem origem no inconsciente.
 Pulsao (instinto na traducao antiga).
Pólo pessoal da personalidade e reservatório inicial da energia psíquica.
O Isso é a ignicao, a vareta que empurra o desejo.
É regido pelo princípio de prazer.
O Isso nao pode ser transmitido ao outro.
Interage com o Eu e com o Supereu, fazendo aliancas com o último.

Eu (antigo Ego)
O Eu é o consciente. É o mediador das exigências do Isso e dos imperativos do Supereu.

Supereu (antigo Superego)
Consciência moral, censor e responsável por interiorizar as exigências parentais.

*para saber mais http://fundamentosfreud.vilabol.uol.com.br/segundatopica.html


O sonho é o membro de maior valor da classe de fenômenos psíquicos anormais,
grupo este formado por delírios, obsessoes, fobias, atos falhos, etc. Vale
considerar que ANORMAL aqui nao significa "ruim", isto é, nao é pejorativo,
sao apenas tipos de fênomenos observados por Freud.

Algo a ser lembrado é que geralmente temos a concepcao de sonho e psicologia
vista de uma perspectiva ocidental e contemporânea.

Freud coleta estudos sobre os sonhos desde a antiguidade clássica comecando
com Aristóteles. Foi comentado na leitura que na história é conhecida a
importância do advinho/leitor de sonhos desde o civilizacao egípicia
passando pela idade média e chegando ainda hoje coberto de misticismo.
Na bíblia os sonhos sao vistos como reveladores do futuro. Os especialistas
eram chamados à presenca do rei para explicar o que significavam os símbolos
"enviados de Deus" e quais seriam as melhores atitudes a serem tomadas.

Aristóteles afirma que os sonhos nao tem origem divina e sim demoníaca.
O ser humano é bom e mau e é ele que constroi o sonho e nao "entidades
divinas". O sonho tem a capacidade de ampliar fatores do sono, como
alteracoes corporais. Ex: Homens sonham caminhar no meio do fogo e sentem um
calor enorme, quando na verdade o que se sente é um aquecimento em parte do corpo do sonhador.
Antes de Aristóteles os sonhos eram classificados em dois tipos: os influenciados pelo presente e passado e  os que prediziam o futuro.
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A leitura rendeu comentários como:
1. A teoria de Freud é apenas uma verdade. Existem outras teorias advindas
de outras culturas como a árabe, a asiática e até mesmo a dos índios americanos.
2. A psicologia é apenas um modo de interpretar os fênomenos. Há pessoas que
nao confiam na metodologia científica e preferem a crenca religiosa. Tudo é
uma questao de escolha: no que eu acredito? A bíblia ou a interpretacao dos
sonhos pode ser vista apenas como LITERATURA e nao como fato.
3. Assim como Freud nao sabia em 1900 de coisas que hoje é algo corriqueiro,
nós também devemos ter a humildade de aceitar que nosso conhecimento é
limitado e no entanto aberto. Provavelmente surgirao teorias contestando
teorias largamente divulgadas e tidas como certas...hoje.
4. A mente nao tem valor na medicina tradicional já que toda a teoria médica é baseada em estudos de cadáveres.
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A comunicacao interna sobre as próximas reunioes será enviada por email.
Usemos este espaco para comentários e interpretacoes.
Att.
Meissa